domingo, 6 de outubro de 2013

Terapia de Família: Trabalhando a Cooperação dos Papéis Parentais-Parte 1


           PAPAI E MAMÃE :                                      
Como percebem a necessidade da parceria entre vocês em relação aos papéis parentais para o saudável desenvolvimento afetivo dos seus filhos? Como esses papéis estão acontecendo na prática?

Em se tratando do papel materno, observamos na prática clínica e na vivência cotidiana, como esse fator exerce forte influência ao desenvolvimento integral da criança, à criação e manutenção de um clima ao crescimento infantil e ao modelo de interação entre mãe, pai e filhos.

Estudioso em Psicologia, Bolwby, reforça que a criança, dependendo da atenção dos seus cuidadores primários, mãe e pai ( nessa ordem de importância) irá construir, ou não, uma base segura para acreditar em si, desenvolver sua segurança e emocionalidade,autonomia.

Em relação ao papel e responsabilidades maternas, ainda peguei um pouquinho do tempo em que o pai era a "cabeça do casal", provedor e detentor de autoridade maior.No tempo que era criança, os pais "terceirizavam" às mães não só as responsabilidades do lar, mas, primordialmente, os papéis educativos, pedagógicos, psicológicos e afetivos familiares.

Eram muitas as famílias nas quais os problemas com seus filhos tinham como slogan uma viseira luminosa da culpa, que piscava em cores brilhantes, nas cabeças maternas:

"A culpa é da mãe,pois, não soube educar".

A dinâmica familiar contemporânea, em função das rápidas e contínuas transformações, traz como realidade PAI e MÃE, no mercado de trabalho e a experiência de significativas mudanças nas relações homem- mulher, marido- esposa, pai-mãe, pai-filhos, mãe-filhos...

A mulher atual alargou o seu papel individual e social, e trabalha para não abrir mão da sua profissionalização e do seu sonho de ser mãe.

Muitas dessas mulheres caminham para uma maior coerência entre o sentir e o agir, não exigindo a figura do homem como único provedor familiar( agora ela também participa), ao mesmo tempo que, em contra-partida, pede com mais força uma melhor compreensão e uma participação do parceiro-pai no compartilhamento dos papéis da ajuda voltados aos filhos, fato esse que, aos poucos, observamos em crescimento.


Dentro desse tema, com uma perspectiva, agora, mais voltada ao outro, ressaltamos que é preciso tanto a mãe, como o pai repensarem seus comportamentos e papéis,a fim de que possam construir resultados mais efetivos e afetivos à dinâmica familiar.

Continua na parte dois. Lígia Oliveira - Terapeuta de casal e família





































































































    Nenhum comentário:

    Postar um comentário